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TRANSPORTE DE ENERGIA

Subsistema de Transporte

 Componentes:

Para o transporte de uma dado potência (S=U.I) aumenta-se a tensão U, o que apresenta apenas problemas ao nível de isolamento, reduzindo o valor da corrente e consequentemente a secção dos condutores, economizando material e as perdas por efeito de Joule (P=r.i2).

Para cada nível de potência a transportar e distância a vencer, há um nível óptimo de tensão cujo valor pode ir de 60 a 400KV.

Como os alternadores apenas fornecem 20 a 50KV, há a necessidade de existirem as subestações transformadoras elevadoras, onde se transforma a tensão para níveis de transporte. As subestações transformadoras redutoras servem para reduzir a tensão para valores entre 15 e 60Kv.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Características da Corrente:

     Sendo feita em corrente alternada, a transmissão da energia eléctrica permite a utilização do transformador como fácil e económico (com reduzidas perdas) de obter o nível de tenção desejado. Relativamente à corrente contínua, na corrente alternada é mais fácil o corte do arco eléctrico, pois no instante em que a corrente se anula, a tensão tem um valor relativamente baixo, exigindo assim aparelhos com um poder de corte razoável. Outra característica da corrente é consiste em saber qual das duas formas (corrente monofásica ou trifásica) é mais económica, relativamente às perdas em linha e ao seu peso. A corrente monofásica necessita de dois condutores (fase e neutro) a corrente trifásica utiliza três condutores de fase. O peso dos condutores é menor num sistema trifásico assim como as perdas em linha em que a resistência dos condutores é proporcional ao seu comprimento.  

 

 

 

O RSLEAT (Regulamento de Segurança de Linhas Eléctricas de Alta Tensão) estabelece as condições a que devem obedecer o estabelecimento e a exploração das linhas eléctricas de alta tensão, aéreas ou subterrâneas, para a protecção de pessoas e bens.  

As linhas subterrâneas, são utilizadas nos meios urbanos, por questões de segurança mas são muito dispendiosas devido ao material em que são feitas e os esforços exigidos para montá-las.

As linhas aéreas são as mais utilizadas e estão a uma altura conveniente do solo, fixadas por isoladores e apoios apropriados. A distância mínima do solo é de 6 m para linhas de tensão nominal igual ou inferior a 60 KV, e de 7 m para valores superiores.

Os postes utilizados são dimensionados de acordo com a sua função, o seu peso, o peso dos condutores, os esforços de tracção destes, e as sobrecargas de vento e neve.

Os postes podem ter a função de alinhamento, ângulo derivação reforço, de cruzamento ou travessia e fim de linha.

São de betão armado, com armadura de ferro interior.

 

 LINHAS ELÉCTRICAS

    As linhas aquando da sua colocação, são esticadas ficando com uma ligeira curvatura tendo em conta as características já acima referidas.

Para garantia da distância mínima ao solo, a altura e distância ente postes é estudada pontualmente caso a caso, tendo em conta aquela curvatura.

  Definem-se assim os nomes característicos para estes casos:

   vão     - distância entre postes

   flecha - distância entre a recta que passa pelos pontos de fixação da linha e a paralela tangente à  curvatura da linha.

     Quanto à configuração, as linhas podem ser:

abertas, se têm apenas um ponto de alimentação;

fechadas, se existe mais de que uma via de alimentação.   

     Linhas Abertas

  1. Simples – se da produção à subestação de distribuição, existe apenas uma linha de transporte.

2. Radiais – se partem várias linhas da central de produção, para cada povoação.

       Linhas Fechadas

  1.     Anel – consiste numa linha fechada que rodeia toda a zona de carga.

2.       Malhada – rede complexa que engloba todos os tipos anteriores.

        As redes fechadas, mais complexas, são mais caras devido ao seu sobre-dimensionamento e à complexidade das protecções a utilizar em cada subestação mas têm uma maior eficiência.

 

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